Pular para o conteúdo principal

Andador Infantil - Usar ou não usar?


Uma das maiores polêmicas é quando a criança começa a andar e tem sempre aqueles que querem colocar o andador de qualquer jeito, mas na hora de escolher entre usar ou não usar o andador é importante saber o porque. 

Quando fui escolher, os maiores sites infantis e de minha confiança "Guia do bebê" e "Baby Center" indicavam veemente a não usar o andador por prejuízos motores. Confesso que ao pesquisar hoje para fazer esse post me assustei com a diferença dos dois sites.

Não sei se em dois anos as pesquisas mudaram tanto, ou se a industria conseguiu interferir. Se leres a reportagem inteira dizem que não há malefícios, apenas os riscos de acidentes. 





"Segundo o pediatra Paulo Sérgio de Barros Ferreira, "os estímulos proporcionados pelo andador são inadequados quando comparados com aqueles mais instintivos dados pelos pais que acompanham a criança nos seus primeiros passos". 


Mas ainda acredito, como em qualquer escolha que fizermos na maternidade, que quanto mais natural melhor. Seja lá o que for. Então deixar a criança aprender a andar por si mesma ainda seria a melhor escolha, e o grande risco de acidentes por si só já é um grande motivo para deletar o uso do andador.




“Uma das principais restrições ao andador dizia respeito ao alto número de acidentes que ele pode provocar, mas percebemos que isso é consequência da negligência dos pais. Independentemente do uso do andador, eles devem estar sempre atentos aos filhos nessa fase de exploração e descobertas”, afirma Marisa Mancini, orientadora do projeto do Departamento de Terapia Ocupacional da UFMG.
Se os pais optarem pelo andador, seu uso deve ser sempre supervisionado e com tempo limitado para que a criança possa explorar o seu ambiente de formas diferentes, se desenvolvendo bem tanto motora como cognitivamente."



Se ainda assim ganhares ou escolheres usar, ficam as dicas:
  • Quando a criança estiver no andador a atenção deve ser exclusiva à ela
  • Esqueça fogão, máquina de lavar, etc.
  • Se a campainha tocar lembre-se de tirar a criança.
  • Nunca, nunca, a deixe sozinha.
  • O tempo deve ser limitado a no máximo 5 minutos.




Importante é sempre respeitar as escolhas da mãe do bebê, se ela disser que não vai usar, não adianta insistir e dar um de presente. Logo essa fase passa e com certeza a escolha que a mãe tiver será a melhor para o bebê.

Comentários

  1. Legal Bruna, existe o andador de empurrar que vale a pena considerar também.
    Eu não usei nas 3. Andaram com 9 meses Nicole, 10 Lívia, 11 Alice. Pra deixar elas por perto eu usava a cadeiriha da fisher price que balança. Eu optei por não colocar, mas devemos sempre, sempre respeitar a escolha das mães. Beijos

    ResponderExcluir
  2. Já ouvi comentários de mães que segundo elas seus filhos tiveram problemas nos pés devido ao andador infantil. Tenho o mesmo pensamento que você, quanto mais natural melhor, espero conseguir levá-lo adiante quando minha princesa chegar.

    Um lindo dia para você. Beijinhoss.

    Pela primeira vez falei sobre minha gestação no blog, ter sua visita lá será um prazer.
    http://coisasdemulhercris.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Sua opinião é sempre importante! Deixe seu comentario e seu link que contribuiremos a visita de todos com prazer :)
Obrigada pela visita! *-*
Beijos

Postagens mais visitadas deste blog

Porque nunca precisei bater na minha filha

Esses dias surgiu uma discussão a respeito de agressões... comecei a refletir como era dentro de casa e acabei por me dar conta que nunca precisei bater na Lara (uma única vez para falar a verdade, mas ao final explico o por quê também não precisaria). Não é porque ela é uma criança super boazinha e que não apronta, nem porque não chora ou faz birra. Mas porque existe algo dentro de casa muito forte chamado DIÁLOGO. Ela sempre é informada de onde estamos indo, o que vamos fazer, porque tem que usar aquelas roupas, TUDO. Sem execeção. Tudo conversamos. E se por ventura, algo acontece fora do planejado, nós conversamos o porque daquilo estar acontecendo, explicamos, SEMPPRE olhando NOS OLHOS.  Se por acaso a frustração ainda é grande, vem um abraço, ela se sente compreendida. não precisa fazer birras, não precisa brigar, não precisa chorar. E mesmo que aconteça, duram pouco, porque sempre estamos lá pra ajudar ela a entender o que está acontecendo. E ela entende. QUALQUER CRIANÇA ...

Minha história - Bruna Bronzato

Quem acompanha aqui desde sempre sabe de todo o decorrer das coisas, dos meus medos, minhas frustrações e principalmente, minhas conquistas. Para quem chega agora até pode parecer que foi fácil, mas é importante frisar que não. Nada é, nunca. Mas eu levo com leveza, acredito que se tem que ser feito, vamos fazer, seja lá como for. Se está na nossa frente é porque somos capazes. Em FEV/2013 entrei para faculdade de Direito e em abril descobri a gravidez da Lara. Eu teria algumas possibilidades e a primeira delas seria parar, era o "certo" a se fazer, o mais "fácil" (não acredito que seria), e outras coisas que me disseram, mas eu não começo nada para desistir e nunca acreditei que gravidez fosse motivo para desistirmos de algo, pelo contrário, eu pensava: "Agora que vou ter filha é então que devo lutar e terminar essa graduação para oferecer meu melhor para ela". E foi o que fiz, continuei na jornada de graduação em Direito e estudei sobre matern...

O filho do seu parceiro não é seu concorrente

Por: Fernanda S. Oliveira [COMPANHERISMO] [ENTEADOS] [PAIS SOLTEIROS] Há dias venho querendo escrever este texto e ainda que ninguém leia, por falta de tempo ou de interesse, espero aos poucos que lerem que possam se identificar ou partilhar comigo suas idéias também! Bom, vi estas imagens há alguns dias onde a legenda era “Pai convida padrasto para levar a filha ao altar” ( ou algo do tipo) . Pois bem, essa manchete, imagens e historia, me fez refletir por alguns instantes, porém momentos depois li  uma frase que reafirmou meus pensamentos “ Mulher solteira vale mais que mãe solteira?”.... E a partir daí desenvolvi minha reflexão e ela não abrange só as mães solteiras, mas pais solteiros. Como muitos sabem fui criada por minha mãe e padrasto, ambos vinham de outras histórias, outros filhos, outros momentos. Na infância não tive uma relação boa com meu pai biológico por falta de conhecimento e teimosia da minha parte e não por minha mãe ou meu pai falar mal dele, como...