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Mostrando postagens com o rótulo respeito

Porque nunca precisei bater na minha filha

Esses dias surgiu uma discussão a respeito de agressões... comecei a refletir como era dentro de casa e acabei por me dar conta que nunca precisei bater na Lara (uma única vez para falar a verdade, mas ao final explico o por quê também não precisaria). Não é porque ela é uma criança super boazinha e que não apronta, nem porque não chora ou faz birra. Mas porque existe algo dentro de casa muito forte chamado DIÁLOGO. Ela sempre é informada de onde estamos indo, o que vamos fazer, porque tem que usar aquelas roupas, TUDO. Sem execeção. Tudo conversamos. E se por ventura, algo acontece fora do planejado, nós conversamos o porque daquilo estar acontecendo, explicamos, SEMPPRE olhando NOS OLHOS.  Se por acaso a frustração ainda é grande, vem um abraço, ela se sente compreendida. não precisa fazer birras, não precisa brigar, não precisa chorar. E mesmo que aconteça, duram pouco, porque sempre estamos lá pra ajudar ela a entender o que está acontecendo. E ela entende. QUALQUER CRIANÇA ...

Sofri violência obstétrica. Devo denunciar?

Em um encontro humanizado em preparação ao meu parto, um dia desses, surgiu a questão de que "não adianta nada denunciar" , ou porque "não vai dar em nada" , ou porque "só vai gerar estresse" e etc... Até concordo que não dê em nada, mas sabe porque não dá? Porque é uma entre as dez que sofreram violência obstétrica que denunciam. Então fica parecendo que   aquela é a louca.  Já parou pra pensar que sua omissão pode estar prejudicando outras mulheres que gostariam de ter um parto humanizado mas não tem porque o índice de denúncias do hospital era baixo, ela achou que seria o melhor, escolheu, porém sofreu todas aquelas coisas horríveis  (pra mim são horríveis e desumanas, passíveis de uma indenização daquelas, mas sou suspeita pra falar isso né? Aliás, nem posso. Enfim). Talvez não resolva nada mesmo, até porque não vai tirar o seu trauma, não vai voltar o tempo e nem fazer você ter seu bebê novamente de forma respeitosa como sonhou. Mas vai ajudar um...

A lei da palmada e sua aplicação (ou a falta dela)

O projeto de lei da palmada ou lei do menino Bernardo ( LEI Nº 13.010, DE 26 DE JUNHO DE 2014.   )  foi aprovada em 26 de junho de 2014, acrescida ao Estatuto da criança e do Adolescente (ECA) a partir desta data. "A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto" Pensando dessa maneira vemos que essa atualização do ECA é bem recente. Apenas 3 anos de crianças e adolescentes apanhando "menos". O assunto é polêmico não porque as pessoas que são contra achem que a criança deve ser agredida para ser educada. Como já tratado aqui no blog, há uma diferença entre a disciplina punitiva e permissiva, não sendo nenhuma das duas eficientes, ficando entre elas, então a Disciplina Positiva. + Disciplina Permissiva, quando o mais fácil é aceitar as vontades da criança