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Os Quatro Porquinhos



 Algo que muito aflige os pais é a Educação dos filhos e a forma correta de ensiná-los. Há pais que se preocupam, inclusive, com o que é transmitido na televisão e de que forma isso vem atingindo seus filhos. Como é de notório saber popular, existe uma família de porquinhos que atinge diretamente crianças entre 1 a 5 anos de idade (senão menos ou mais), não há criança que não conheça e que não queira um brinquedo, uma roupa, ou até mesmo comida com embalagem dos personagens; não só esse tão famoso desenhos, mas também filmes, inclusive o das irmãs atualmente mais famoso da Disney; que a meu ver, em si próprios não são ofensivos à educação da criança, apesar de tantas críticas fundadas, seja pela forma do desenho, relação e comportamento dos personagens. Mas o que pode haver de tão grave aos nossos filhos em um desenho em que a principal ideia é uma família que busca rir de tudo na vida para viver de forma harmoniosa? Ou o que há de tão mal em uma irmã que tenta resolver os problemas criados apenas com o amor¿ Ou ainda, é tão ruim já falar inglês repetindo uma garotinha de cabelos curtos¿ Não é assim que deveríamos ser?
Sim. Pois bem, mas há alguns motivos, que são gerais na nossa sociedade, que nos impedem de ser como “deveríamos” e traz esses desenhos como causadores de polêmicas e influencia na educação, vamos a eles.
Minha principal indagação é: se a mensagem do desenho é uma família feliz e harmoniosa, porque nossos filhos estão na frente da TV quando deveriam estar vivendo de forma harmoniosa e rindo de tudo na vida junto com nós, seus pais? A questão está mesmo no desenho ou em nós, que por mero comodismo muitas vezes deixamos nossos filhos na frente dela para conseguirmos fazer nossas tarefas?
Ou ainda, o problema está na mídia que se aproveita do nosso comodismo, e faz propagandas a todo tempo e de toda a forma possível, para que nossos filhos peçam e peçam e peçam até que, mesmo contrariados cedamos a eles o tal brinquedo, roupa, sapato, comida... A indústria pode sim ser aproveitadora e estar influenciando demais nossos filhos, mas a principal responsável é mesmo ela? Ou somos nós que não sabemos dizer não?
A criança vive aquilo que ocupa a mente dela. Então a culpa é mesmo do desenho, ou da falta do que fazer?
A criança nessa fase está num processo de conhecimento de mundo, tudo tem que ser apresentado a ela, com suas formas positivas e negativas. Se ela apenas ficar sentada na frente de uma TV, é claro que tudo o que ela vai querer vai ser o que ela vê ali, mas ela nunca experimentou o real daquilo, ela nunca viu de fato os pais deitarem no chão com ela e darem risada, como os porquinhos fazem ao final de quase todos os episódios, ela nunca caçou um tesouro, nunca teve um mapa na mochila, nunca pulou na poça de lama, nunca brincou de boneco de neve (ou de areia), nunca fez panquecas junto com o papai e a mamãe, então apenas ao que ela pode se apegar é a imagem de que isso existe só no desenho, e querer tudo o que se refira aos personagens, porque pra ela, é ali que o desenho acaba.
E com tudo o que nos é apresentado, podemos concluir que o problema vai além da indústria, vai além do próprio desenho, além da propaganda publicitária, quando temos opinião, conseguimos convencer qualquer um, principalmente aos nossos filhos. Mas não estamos formando opinião neles, estamos permitindo que eles assistam a tudo o que querem e dando tudo o que pedem, senão vamos passar vergonha com a birra deles.
A solução, portanto estaria nas simples atitudes de estarmos mais presentes e darmos mais opções de lazer aos nossos filhos, a exemplo dos desenhos, quantas vezes você deixou seu filho sentar no seu colo enquanto trabalhava? Quantas vezes dançou e cantou com eles como os ratinhos¿ Quantas vezes colocaram uma capa e foram super heróis¿ Quantas vezes você saiu com ele depois do desenho pra tentar reproduzir a tradicional cena da poça de Lama? Quantas vezes você parou o que estava fazendo, inclusive o trabalho (quando seu filho te chamou: mamãe, papai, me deixa sentar no seu colo? Mamãe me deixa ver você trabalhar? Ou apenas: mamãe!), se pararmos pra pensar a fundo, a mensagem dos desenhos mais famosos de hoje são mais para nós pais do que propriamente para as crianças, elas naturalmente sabem viver em harmonia, mas quem deixou a correria do dia-a-dia fazer-nos esquecer disso fomos nós mesmos. Então, que tal da próxima vez que você for à loja e seu filho pedir um brinquedo daquele, você dizer: vamos nos vestir igual eles, fazer nossas próprias fantasias? Ou se for um alimento (normalmente nada saudável), porque não diz: vamos para casa fazer panqueca igual eles!

Com certeza seu filho estará bem mais satisfeito, porque além de “ser como o personagem favorito”, vai ser simplesmente seu filho. E nessa você não precisou comprar o produto, não teve que se influenciar pela mídia a não ser pela ideia de que você pode passar mais tempo com o seu filho.



Você é a rainha aos olhos do seu filho! Por mais que embaracem seus cabelos, deixá-los pentear é fazê-los sentir importantes. E aos olhos deles você sempre estará linda!



Se as leis são importante, de nada valeria se ela não participasse.



Ainda de quando tinha apenas a hora do almoço com ela. Sujeira? É o de menos, nunca me importei com isso. Me importo mais com essas mãozinhas comendo minha comida e me fazendo feliz!



Bagunça?! Aqui se chama ajudar a mamãe. Faz parte... É ajudando que se aprende.



De costas para a TV! De frente para os livros!



Passeando no sítio.. 



Quem não gosta de um parque?!



E mais uma vez, do que adiantaria o Direito se ela não participasse?! 



Por: Bruna Francine

Créditos à  Yuri Lucchesi - Recanto das Letras

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